Bolsonaro disse há um certo tempo que a ditadura devia ter matado uns 30 mil, e que ia metralhar a petralhada do Acre, pois fez pior. Bem pior.
Poderia fazer comparações das mais diversas, tentando demonstrar que são mais mortos do que em muitas guerras, que o total é mais do que suportava o falecido Maracanã em seus tempos áureos... mas creio que isso não é mais necessário, quem tem no mínimo dois neurônios sabe a essa altura que é muita gente.
E os iludidos que em algum momento consideraram que tal doença era democrática, espero que tenham acordado a essa altura do campeonato. A única coisa que o Brasil tem de democrático, é a ignorância. As mortes atingem quase que em sua totalidade os mais pobres, de forma que não seria exagero dizer que o país passa por uma limpeza de classe, pelo genocídio de pessoas pobres.
Estamos sob um forte ataque de pessoas que tem muito dinheiro e poder, e que são essas pessoas que ainda mantém um imbecil na presidência, e toda a sua milícia no seu entorno. O Estado não é uma coisa que paira no ar, sua sustentação tem os quatro pés fincados na terra. Alguém criou essa estrutura, e dela se beneficia. Essa grande máquina de moer carne de pobre, que se alimenta do sangue e suor dos explorados.
Uma das grandes tragédias é ver vizinhos, parentes, amigos... enfim, gente como a gente, que também sofre com a tortura e o açoite, que não apenas se curvam parente os senhores, mas que os louvam, os saúdam e os defendam. E infelizmente, além de vítimas, se tornam cúmplices e algozes de toda a desgraça que recai sobre esta maldita sociedade.
Estamos perante um momento de profunda desgraça neste país. E os desgraçados são legião, porque são muitos.

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